“Teremos uma campanha quase 100% midiática”. Essa é a avaliação do jornalista, especializado em Marketing Digital pela ESPM, Humberto Frederico. Para ele, por conta da pandemia, as pessoas terão medo de saírem de casa para irem a reuniões política-eleitorais, o que ampliará a importância das mídias sociais, digitais e imprensa.
Humberto Frederico reforça que isso poderá baratear a campanha, mas alerta também que favorece os políticos mais tradicionais, pelo fato de serem mais conhecidos. Segundo ele, quem pretende ser candidato pela primeira vez, já deve ter começado a trabalhar as redes ou pelo menos iniciar neste momento.
Justiça defere a reintegração de posse em área de conflito no norte de Mato Grosso “Em época de eleição, ocorre um acúmulo de candidatos, consequentemente de informação nas redes. Fica muito mais difícil, diria até mesmo quase impossível, se destacar somente durante o período eleitoral, pelo acúmulo de candidatos tentando chamar a atenção do eleitor”, afirmou.
O jornalista diz que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa ser mais claro sobre as regras eleitorais com uma campanha realizada no meio de uma pandemia.
De qualquer maneira, Frederico alerta que os candidatos não devem priorizar somente as redes sociais (Facebook e Instagram). “As pessoas já devem organizar a sua lista de WhatsApp e Telegram. Hoje há sistemas para fazer esta organização, e como será uma reunião com pouco contato pessoal, as ligações e mensagens para os eleitores fará a diferença”.
O jornalista lembra que quem se importou minimamente com o trabalho digital e com a organização no pleito de 2018, saiu vitorioso nas urnas, mesmo sem tanto recurso financeiro.
“A pandemia em Mato Grosso e Cuiabá ainda não está no pico, segundo especialistas, e poderá acontecer isso durante a o período eleitoral. Os candidatos devem se preparar para fazer uma campanha totalmente diferente”, finalizou ele.
